Provavelmente eu já postei algo parecido anteriormente, mas é complicado quando você se sente traído por quem você considera como melhor amigo, praticamente da família.
A pessoa precisa de um lugar para ficar e você oferece sua casa. Ela precisaria ficar até segunda-feira, mas fica apenas sexta-feira, porque no sábado arrumou outro lugar para ficar. Aí me pergunto: e todo trabalho que tivemos em arrumar colchão, deixar o quarto limpinho e comprar comida a mais não valeram nada? Parece que não, pois bastou arrumar um lugar melhor pra ficar e assim, simplesmente, mandar uma mensagem no início da noite de sábado avisando que não vem mais. Sinceramente, acho sacanagem. E quando precisarem de novo, simplesmente direi: não tenho lugar lá em casa, desculpa aí... E a todos aqueles que já usufruíram da nossa hospitalidade e sabem que ninguém aqui em casa morde, meu muito obrigado e um convite para novas visitas. Mas quem simplesmente rejeita isso depois de já ter aceitado e dormido aqui uma das três noites programadas, sem vir sequer dar uma explicação cara a cara, minhas energias negativas mais poderosas pra vocês e, com o perdão da palavra: VÃO À MERDA!!!!
domingo, 17 de março de 2013
sábado, 21 de abril de 2012
Noites longas
O que fazer quando se está com insônia? Primeira coisa: abra
o computador e escreva qualquer bobagem que lhe vier à cabeça. Caso não venha
nada, pode começar o texto questionando: O que fazer quando se está com
insônia?
Experiência estanha essa de acordar no meio da madrugada, ir
comer alguma coisa, assistir televisão e perder completamente o sono. Sem nada
para fazer, sem ter com quem conversar, sem internet (sim, há quem sobreviva
sem internet em casa), começo a pensar em várias coisas. Segundo o poeta “dizem
que a solidão até que me cai bem”. É mais uma pra minha coleção de músicas que
combinam comigo e meu estado de espírito. Melodramático, eu sei, mas não se
pode ir contra a própria natureza.
Eu era assim quando mais jovem, esqueci por algum tempo como
era ser assim e voltei a sentir isso há pouco tempo. Alguns digam que isso se
chama “sentir pena de si mesmo”, mas não vejo exatamente assim. Não posso
reclamar de muita coisa. Tenho ótimos amigos, uma família bacana, alcancei
sucesso na vida profissional, mas pareço querer ainda mais. Não sei o que. Sem
saber isso, não tenho chance de descobrir como fazer para descobrir como obter
isso que desejo.
Antes de começar a escrever pensei em muitas coisas para
serem ditas ou colocadas no papel (mesmo que virtual), mas agora elas
simplesmente fugiram da minha mente. Quarenta minutos depois de ter acordado,
joguei um pouco, vi um vídeos dos Muppets, veio o sono e é hora de fechar o
note e tentear recuperar o sono perdido.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Caderno central
Não confio em que é perfeitinho demais, ou assim o diz, ou mesmo que não diga, parece se mostrar assim. Podem me chamar do que quiser: sou teimoso, chato pra caramba, grosso e até estúpido. Cínico e irônico também, mas tento ser o mais justo possível. Talvez o meu problema seja que tento agradar a todo mundo, ou melhor, já fiz muito isso. Hoje se não gosta de mim eu pouco ligo. Mentira, ligo sim.
Ao menos hoje eu consegui fazer no jornal algo que até então não tinha conseguido, fechei o caderno central na quarta-feira. Amanhã tenho o caderno externo para encerrar e espero fazer tudo até as seis da tarde. O caderno interno até é fácil. Tem três páginas mortas. Uma delas de classificados, outra de fotos e uma terceira com variedades (filmes, horóscopo, jogos, essas coisas). Aliás, acabei de lembrar que ainda não fechei o caderno central. Tem a coluna política por fazer. Acho que vou fazer agora e adiantar o trabalho de amanhã. Falou galera.
domingo, 8 de abril de 2012
The Sims real
Como seria bom viver de forma como o jogo The Sims. Com níveis de humor, diversão, dormir, comer, essas coisas. Claro que sabemos quando estamos com fome e sono, essas coisas. Mas muitas vezes estamos desanimados e sequer sabemos o que fazer para nos reanimar. Na vida virtual ao menos o boneco avisa e se contenta com televisão ou jogos no computador. Na vida real é mais complicado. Estudar não é assim tão fácil, se aperfeiçoar ou aprender novas profissões, mudar de emprego, etc.
Talvez possamos aprender um pouco com The Sims, ao menos não podemos deixar a casa virar um lixão rsrsrs. Hoje era para ensaiar com uma amiga, com quem vou me apresentar num festival. Não rolou, o jeito foi vir para casa, atualizar este diário, que pretendo voltar a manter atualizado. Preparar umas duas matérias para o jornal de terça-feira, e, quem sabe, assistir um pouco e ler um livro antes de ir dormir.
Talvez possamos aprender um pouco com The Sims, ao menos não podemos deixar a casa virar um lixão rsrsrs. Hoje era para ensaiar com uma amiga, com quem vou me apresentar num festival. Não rolou, o jeito foi vir para casa, atualizar este diário, que pretendo voltar a manter atualizado. Preparar umas duas matérias para o jornal de terça-feira, e, quem sabe, assistir um pouco e ler um livro antes de ir dormir.
sábado, 7 de abril de 2012
Oh dúvidas
Como é de costume desde que iniciei meu treinamento como ator, minha existência se preencheu com dúvidas. Escolher entre o mundo da arte e o jornalismo tem sido algo difícil para mim. Agora faço curso de clown, em Blumenau, e volta e meia pinta uma vontade doida de partir para projetos artísticos. Colocá-los em prática, não apenas no teatro, como também dentro da fotografia, outra paixão minha.
No jornal, cada dia tem sido mais puxado. Cobrança por qualidade sempre tem, mas agora também por causa do horário de entrega do material para não atrasar a gráfica. Tenho de me policiar a esse respeito. Hoje tenho um lual para participar. Pessoas muito especiais estarão lá. A preguiça e a solidão que me são peculiares, juntas parecem se prender a meus pés para me impedir de levantar da cama esta noite. Mas, como é sempre bom ver os amigos, não tenho que arrumar desculpas, mesmo porque não tenho nenhuma. O jeito é ir me arrumar e partir pra lá.
No jornal, cada dia tem sido mais puxado. Cobrança por qualidade sempre tem, mas agora também por causa do horário de entrega do material para não atrasar a gráfica. Tenho de me policiar a esse respeito. Hoje tenho um lual para participar. Pessoas muito especiais estarão lá. A preguiça e a solidão que me são peculiares, juntas parecem se prender a meus pés para me impedir de levantar da cama esta noite. Mas, como é sempre bom ver os amigos, não tenho que arrumar desculpas, mesmo porque não tenho nenhuma. O jeito é ir me arrumar e partir pra lá.
sexta-feira, 16 de março de 2012
Turnê Baú de Histórias passará por Canoinhas
Canoinhas
A programação cultural do Sesc Ler Canoinhas traz à cidade o espetáculo. Finfo Barnabé é um menino criativo e inteligente que nasceu no tempo da pedra lascada. Ele e sua família moravam numa caverna, fria, escura e úmida. Então seus pais começaram a inventar um monte de coisas para ter mais conforto e facilitar a vida e a família. Barnabé era muito feliz... Mas nem tanto. Sua história é o tema do espetáculo criado a partir de bonecos de pano pelo grupo Caravana do Sonhar, de São Bento do Sul. O espetáculo circula por doze cidades de Santa Catarina em março, com sessões gratuitas para todas as idades e será apresentada no Sesc Ler na terça-feira, 27, às 10 e às 15 horas.
Caravana do Sonhar é um dos grupos selecionados para integrar os circuitos culturais do Serviço Social do Comércio de Santa Catarina (Sesc) neste ano. A turnê faz parte do projeto Baú de Histórias, que promove o incentivo à leitura a crianças e adultos por meio de espetáculos de contação de histórias. Todas as sessões são gratuitas, e ocorrem em escolas, auditórios e nas próprias Unidades do Sesc.
Durante essa semana, o Sesc apresentou exibições de filmes em escolas municipais, por meio do projeto A Escola vai ao Cinema, voltado à formação de plateia por meio da exibição de obras relevantes do cinema nacional, com o apoio de material didático. O cinema vira instrumento pedagógico na formação do adolescente, desenvolvendo o seu senso crítico e estético, além do interesse pela pesquisa. Oficinas de produção de filmes em animação também fazem parte do projeto, que contribui para a melhoria da qualidade na formação dos cidadãos. Na terça-feira, 20, A Escola vai ao Cinema irá apresentar a partir das14 horas, o filme As Bicicletas de Belleville. As sessões ocorrem nas escolas que solicitam. Maiores informações no Sesc Ler ou pelo telefone 3622-3297.
quarta-feira, 14 de março de 2012
Vereadores de Ponta Grossa derrubam veto e diploma de jornalista será exigido no município
Na última segunda-feira (12/3), a Câmara dos Vereadores de Ponta Grossa, no Paraná, derrubou o veto do Executivo ao projeto de lei que trata da obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para o preenchimento de vagas na área na Prefeitura e na Câmara do município proposto pela vereadora Alina de Almeida César (PMDB-PR).
A vereadora Alina de Almeida César, autora do projeto de lei, diz ter ficado frustrada com o veto. No entanto, o Executivo se justificou argumentando que uma decisão do Superior Tribunal Federal (STF) desobriga o diploma de jornalista para o exercício da profissão.
Ainda segundo a Alina, os estados e municípios deveriam ter autonomia para legislar sobre o assunto, informa o Jornal da Manhã. “Não é justo com os profissionais de jornalismo obter o diploma depois de anos de estudo e depois ver que esse diploma não é respeitado”, declarou a vereadora.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
A pior traição é aquela praticada pelos amigos mais próximos
Não sei se algum filósofo ou pensador já tenha dito isso, mas é a mais pura realidade. Descobrir uma traição de amigos muito próximos, os quais você considerava quase como irmãos é algo avassalador. Mesmo que a traição não tenha sentido para quem traiu ou para quem ouviu as lamúrias do “traído”, o impacto que gera nessa pessoa não tem explicação. Perder o chão? É muito mais que isso. Abre um buraco negro no traído, sem precedentes, que vai sugando todos os bons sentimentos que ele nutre por aquelas pessoas.
Quando um homem ama uma mulher demais, ou o contrário, e sofre uma traição, muitas vezes ele ou ela desconfia de todos os futuros parceiros. Fica complicado tentar uma nova relação por causa desse medo de confiar de novo. Quando encontra alguém, logo tenta traí-lo para, se a sina se repetir, sair por cima ao terminar o relacionamento. No caso dos amigos, essa quebra de confiança faz com que a pessoa se perca, pois se não pode confiar em amigos tão chegados, como pode confiar em qualquer outra pessoa? Amigos verdadeiros são aqueles que sabem tudo a seu respeito. Sabem quando você gosta realmente de alguém. Conhecem como você é por dentro tanto quanto seus pais, muitas vezes. Às vezes até mais.
Quando era mais jovem eu era apaixonado pela menina com quem dei meu primeiro beijo. Ela terminou e fiquei sabendo que estava afim de um amigo que tinha como irmão na época. Quem me contou foi o próprio. Ele disse que até ficaria com ela, mas ao me ver arrasado com o término do namoro me prometeu jamais ter nada com ela. Um dia, mais tarde, voltei a ficar com ela, anos depois. Voltei àquela questão e ela confirmou que os dois jamais se beijaram ao menos. Amizade verdadeira é isso. Cumprir a palavra dada não importando o quão tentador ou difícil seja cumpri-la. Mas se mesmo sabendo da minha enorme paixão pela garota, ele tivesse ficado com ela depois de ter prometido não ficar? A confiança e a amizade ficariam abaladas para sempre e talvez jamais seriam as mesmas de novo. Como agora…
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Dislexia
Depois de 10 anos fazendo jornalismo, ou o que creio seja jornalismo, me pego tentando ser um artista. Adoro as artes, mas hoje parei para pensar e percebi que não sou um artista. Posso ser bom para fazer fotos e escrever, mas são coisas do cotidiano de uma redação e não da arte. Conheço vários artistas e os admiro muito. Queria ser como eles. Alguns até me convencem de que sou um artista, um ator para ser mais específico. Mas seria mesmo eu digno de me chamar artista?
Não tenho o dom da palavra, não sei separar arte do que não é arte, como vejo meus amigos artistas fazendo. Para mim tudo o que eles dizem sobre ser ou não ser arte me soa estranho. Admirável, mas estranho. Para mim a arte independe da poética. Às vezes a poética está mais presente nos olhos de quem vê do que nos olhos de quem a produz. No palco sou um ator, mas não como os artistas que conheço. Não sou um ator que representa bem o seu papel no palco, sinto-me como alguém que finge bem ser um ator que representa o seu papel no palco. Quando me digo artista, nada mais faço do que vestir essa máscara para fingir ser o que digo.
Talvez nem jornalista eu seja. O que explicaria porque tenho um gosto tão diferente de meus pares. Destoo deles quando o assunto é jornalista A ou B. Opiniões classificadas de “mente aberta” não me atraem, muitas vezes. Não leio os mesmos livros, não produzo os mesmos textos, sequer as mesmas reportagens me seduzem. Não tenho criatividade ou coragem para buscar determinadas informações sobre assuntos, muitos deles polêmicos.
Sou mais um metido, que gosta de falar mal dos outros e de si mesmo. Uma pessoa grosseira, com quem é difícil conviver sem levar uma patada ou outra. Já tive alguém especial que me alertou sobre isso antes de ir embora. Eu não a ouvi. Tampouco sou um líder a quem as pessoas podem, ou mesmo queiram seguir e se espelhar. Engraçado como, mesmo cercado de pessoas queridas, eu continue a me sentir sozinho. Mesmo agora, pouco antes do fim, meus maiores companheiros são um computador e… nada. O vazio simplesmente.
De que adianta continuar? Iniciei essa peregrinação com o motivo de ajudar os amigos. Talvez tenha sido a única tarefa cumprida com êxito. Ajudar os amigos. Quando precisam de mim, seja para o que for, podem contar comigo. Mas eu não consigo contar com eles. Não que eles não mereçam confiança. Ao contrário, merecem toda confiança do mundo, mas o problema é comigo. Desde aquele fatídico 2009, não consegui mais me fiar a ninguém, mesmo a quem considero irmãos. Também não desejo incomodá-los com coisas ínfimas perto dos problemas deles. São questões tolas e sem importância alguma, exceto para mim. E se têm importância apenas para mim, os outros não precisam cansar os tímpanos com elas.
O que sei apenas é fantasiar e ser um covarde. Alguém que tem um medo irracional da rejeição. Sinto-me mal até quando discordo dos meus amigos mais chegados em questões pequenas. Por isso também sou sozinho quando o assunto é sentimental amoroso. Não há coisa mais bela do que se apaixonar e achar a pessoa certa, vejo isso nos amigos. Mas ao mesmo tempo que os vejo se casarem, terem filhos, se amarem, viverem… percebo a solidão cada vez mais presente. Eu cansei. Não tenho mais forças para lutar. Mas me falta coragem para encerrar. Resta apenas trancar tudo novamente na caixa de pedra vazia que levo comigo e voltar ao corpo zumbi que apodrece com o passar do tempo.
segunda-feira, 21 de março de 2011
Pela derrubada do veto
Ontem conversei por telefone com o deputado estadual Sílvio Dreveck (PP). Como ele estava no trânsito, quem atendeu ao celular foi o assessor, mas repassou a pergunta ao deputado e sim, Dreveck está do lado dos jornalistas na empreitada pela exigência do diploma para ocupar cargos na área de comunicação na administração estadual direta e indireta. Se depender do deputado de São Bento do Sul, o veto do governador Raimundo Colombo vai para as cucuias já já. Segue abaixo reportagem da Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) sobre a análise do veto, a qual será feita amanhã (22) pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).
A Assembleia Legislativa de Santa Catarina deverá se posicionar nesta terça-feira, 22 de março, sobre o veto do governador Raimundo Colombo (DEM/SC) ao Projeto de Lei Complementar 63/2010, aprovado no ano passado, prevendo a exigência de diploma de jornalismo para a ocupação de cargos na área de comunicação na administração direta e indireta. Para reforçar a mobilização do Sindicato dos Jornalistas catarinenses, a FENAJ encaminhou documento aos parlamentares com decisões judiciais apontando que a exigência de tal requisito em concursos públicos não é inconstitucional.
No final do ano passado o PLC 63/2010, de autoria do deputado Kennedy Nunes (PP/SC), foi aprovado por unanimidade pelo Legislativo Catarinense. O governador, no entanto, vetou o projeto sob o argumento de inconstitucionalidade porque ele se conflita com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que, em 2009, derrubou a exigência do diploma em Jornalismo como requisito para o exercício da profissão.
Em seguida o Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina iniciou contatos com diversos parlamentares pela derrubada do veto, que já entrou duas vezes na pauta de votação da Assembleia Legislativa e foi retirado pelo líder da bancada governista, Elizeu Matos. Nos cômputos do Sindicato catarinense 29 parlamentares já se posicionaram favoráveis ao projeto. Para a derrubada do veto governamental é necessário o voto favorável da maioria absoluta, ou seja, 21 dos 40 parlamentares.
“Nossa expectativa é de que, a exemplo do que ocorreu no Rio Grande do Sul, os deputados catarinenses tenham bom senso e derrubem o veto governamental, valorizando o diploma como elemento fundamental na qualificação profissional dos jornalistas”, diz o presidente da FENAJ, Celso Schröder. A FENAJ, que já havia se colocado à disposição do autor do projeto para fortalecer a movimentação em torno de sua aprovação, encaminhou documento aos 40 parlamentares catarinenses em favor da derrubada do veto. O documento arrola decisões judiciais que confirmam que não existe qualquer inconstitucionalidade no poder dos órgãos públicos instituírem a qualificação que considerarem necessária para o provimento de cargos ou contratação de jornalistas.
Projeto semelhante tramita no Legislativo do TocantinsNo dia 3 de março a deputada estadual e jornalista Solange Dualibe (PT-TO) apresentou um Projeto de Lei que exige graduação em Jornalismo para o provimento de cargos de comunicação social da administração pública direta e indireta do estado do Tocantins.
A deputada encaminhou, também, um requerimento que estabelece piso salarial para os assessores de imprensa da Assembleia Legislativa tocantinense.
No final do ano passado o PLC 63/2010, de autoria do deputado Kennedy Nunes (PP/SC), foi aprovado por unanimidade pelo Legislativo Catarinense. O governador, no entanto, vetou o projeto sob o argumento de inconstitucionalidade porque ele se conflita com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que, em 2009, derrubou a exigência do diploma em Jornalismo como requisito para o exercício da profissão.
Em seguida o Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina iniciou contatos com diversos parlamentares pela derrubada do veto, que já entrou duas vezes na pauta de votação da Assembleia Legislativa e foi retirado pelo líder da bancada governista, Elizeu Matos. Nos cômputos do Sindicato catarinense 29 parlamentares já se posicionaram favoráveis ao projeto. Para a derrubada do veto governamental é necessário o voto favorável da maioria absoluta, ou seja, 21 dos 40 parlamentares.
“Nossa expectativa é de que, a exemplo do que ocorreu no Rio Grande do Sul, os deputados catarinenses tenham bom senso e derrubem o veto governamental, valorizando o diploma como elemento fundamental na qualificação profissional dos jornalistas”, diz o presidente da FENAJ, Celso Schröder. A FENAJ, que já havia se colocado à disposição do autor do projeto para fortalecer a movimentação em torno de sua aprovação, encaminhou documento aos 40 parlamentares catarinenses em favor da derrubada do veto. O documento arrola decisões judiciais que confirmam que não existe qualquer inconstitucionalidade no poder dos órgãos públicos instituírem a qualificação que considerarem necessária para o provimento de cargos ou contratação de jornalistas.
Projeto semelhante tramita no Legislativo do TocantinsNo dia 3 de março a deputada estadual e jornalista Solange Dualibe (PT-TO) apresentou um Projeto de Lei que exige graduação em Jornalismo para o provimento de cargos de comunicação social da administração pública direta e indireta do estado do Tocantins.
A deputada encaminhou, também, um requerimento que estabelece piso salarial para os assessores de imprensa da Assembleia Legislativa tocantinense.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Faltam 16 senadores
Sobre o diploma de jornalismo
matéria retirada do site da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj)
Às vésperas da votação da PEC 33/09 no Senado, os jornalistas brasileiros ainda têm dúvidas sobre o voto de pelo menos 16 dos 81 senadores que se posicionarão, no plenário da Casa, sobre o restabelecimento do diploma de nível superior em Jornalismo como critério de acesso à profissão. A votação está prevista para esta terça-feira (14/12). A FENAJ orienta os apoiadores da campanha em defesa do diploma a fazerem contato com os parlamentares buscando a confirmação de suas presenças em plenário e também a conquista dos votos dos indecisos pela aprovação da proposta.
Representantes da FENAJ, de Sindicatos de Jornalistas e do GT da Coordenação da Campanha em Defesa do Diploma acompanharão os trabalhos no plenário do Senado nesta terça-feira. Já confirmaram presença os membros da Executiva da FENAJ Celso Schröder, Deborah Lima, Antônio Paulo da Silva e José Carlos Torves. Estarão presentes ainda os representantes dos Sindicatos dos Jornalistas de Alagoas, Município do Rio de Janeiro e da Paraíba, respectivamente Valdice Gomes da Silva, Sonia Regina Gomes e Rafael Freire, que também são diretores da Federação, além de Lidyane Ponciano, do Sindicato de Minas Gerais.
No campeonato da indecisão, a bancada do DEM mantém a liderança, com pelo menos seis senadores indecisos, seguida do PSDB, com três, e do PMDB, com dois. Já o PT, PDT, PRB, PR e PV estão empatados em quarto lugar, com um senador indeciso em cada partido.
Entre as bancadas com mais de um senador, nas do PTB e do PSB, legenda do autor da PEC, Antônio Carlos Valadares (PSB/SE), nenhum senador tem dúvida sobre como votar. Dos seis parlamentares do PTB, apenas Fernando Collor de Mello se posicionou contra. No PSB, o senador Renato Casagrande (PSB/ES), integrante da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), apoia a proposta do colega de partido desde que começou a tramitar, após a derrubada da obrigatoriedade do diploma pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em 17 de junho de 2009.
“Os jornalistas devem pressionar os senadores indecisos de seus estados e pedir aos favoráveis para que compareçam na terça-feira ao Senado e garantam o quorum de pelo menos 65 parlamentares presentes”, afirma o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Celso Schröder.
Entre os indecisos, estão à senadora Marina Silva (PV/AC), o petista Augusto Botelho (RR), os peemedebistas Almeida Lima (PMDB/SE) e Regis Fichtner (PMDB/RJ), os democratas Maria do Carmo Alves (DEM/SE), Efraim Moraes (DEM/PB), Heráclito Fortes (DEM/PI), Alfredo Cotait (DEM/SP), Jayme Campos (DEM/MT) e Gilberto Goellner (DEM/MT), os tucanos João Tenório (PSDB/AL), Mário Couto (PSDB/PA) e Papaléo Paes (PSDB/AP), o pedetista Acir Gurgacz (PDT/RO), e os republicanos Magno Malta (PR/ES) e Roberto Cavalcante (PRB/PB).
A PEC do diploma foi aprovada na CCJ do Senado no dia 3 de dezembro de 2009, por 22 votos a dois. Apenas os senadores Antônio Carlos Magalhães Júnior (DEM/BA) e Demóstenes Torres (DEM/GO) votaram contra. Para ser aprovada em Plenário, a PEC precisa de 49 votos. Clique aqui e confira como votam os senadores.
BANCADAS E SEUS LÍDERES
PMDB – 1ª bancada/18 votos – Líder Renan Calheiros
Votos em dúvida (02) - Almeida Lima (PMDB/SE) e Regis Fichtner (PMDB/RJ)
DEM – 2ª bancada/15 votos – Líder José Agripino
Votos em dúvida (06) - Maria do Carmo Alves (DEM/SE), Efraim Moraes (DEM/PB), Heráclito Fortes (DEM/PI), Alfredo Cotait (DEM/SP), Jayme Campos (DEM/MT) e Gilberto Goellner (DEM/MT).
PSDB – 3ª bancada/14 votos – Líder Arthur Virgílio
Votos em dúvida (03) - João Tenório (PSDB/AL), Mário Couto (PSDB/PA) e Papaléo Paes (PSDB/AP)
PT – 4ª bancada/09 votos – Líder Aloísio Mercadante
Votos em dúvida (01) - Augusto Botelho (PT/RR)
PTB – 5ª bancada/06 votos – Líder Gim Argello
Nenhum voto em dúvida na bancada
PDT – 5ª bancada/06 votos – Líder Osmar Dias
Voto em dúvida (01) - Acir Gurgacz (PDT/RO)
PR – 6ª bancada/04 votos – Líder João Ribeiro
Voto em dúvida (01) - Magno Malta (PR/ES)
PSB – 7ª bancada/02 votos – Líder Antonio Carlos Valadares
Nenhum voto em dúvida na bancada
PRB – 7ª bancada/02 votos – Líder Marcelo Crivella
Voto em dúvida (01) - Roberto Cavalcante (PRB/PB)
PCdoB (Líder Inácio Arruda), PSOL (Líder José Nery), PV (Líder Marina Silva), PSC (Líder Mão Santa) e PP (Líder Francisco Dorneles) - bancadas individuais/05 votos
Voto em dúvida (01) – Marina Silva (PV/AC)
Representantes da FENAJ, de Sindicatos de Jornalistas e do GT da Coordenação da Campanha em Defesa do Diploma acompanharão os trabalhos no plenário do Senado nesta terça-feira. Já confirmaram presença os membros da Executiva da FENAJ Celso Schröder, Deborah Lima, Antônio Paulo da Silva e José Carlos Torves. Estarão presentes ainda os representantes dos Sindicatos dos Jornalistas de Alagoas, Município do Rio de Janeiro e da Paraíba, respectivamente Valdice Gomes da Silva, Sonia Regina Gomes e Rafael Freire, que também são diretores da Federação, além de Lidyane Ponciano, do Sindicato de Minas Gerais.
No campeonato da indecisão, a bancada do DEM mantém a liderança, com pelo menos seis senadores indecisos, seguida do PSDB, com três, e do PMDB, com dois. Já o PT, PDT, PRB, PR e PV estão empatados em quarto lugar, com um senador indeciso em cada partido.
Entre as bancadas com mais de um senador, nas do PTB e do PSB, legenda do autor da PEC, Antônio Carlos Valadares (PSB/SE), nenhum senador tem dúvida sobre como votar. Dos seis parlamentares do PTB, apenas Fernando Collor de Mello se posicionou contra. No PSB, o senador Renato Casagrande (PSB/ES), integrante da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), apoia a proposta do colega de partido desde que começou a tramitar, após a derrubada da obrigatoriedade do diploma pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em 17 de junho de 2009.
“Os jornalistas devem pressionar os senadores indecisos de seus estados e pedir aos favoráveis para que compareçam na terça-feira ao Senado e garantam o quorum de pelo menos 65 parlamentares presentes”, afirma o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Celso Schröder.
Entre os indecisos, estão à senadora Marina Silva (PV/AC), o petista Augusto Botelho (RR), os peemedebistas Almeida Lima (PMDB/SE) e Regis Fichtner (PMDB/RJ), os democratas Maria do Carmo Alves (DEM/SE), Efraim Moraes (DEM/PB), Heráclito Fortes (DEM/PI), Alfredo Cotait (DEM/SP), Jayme Campos (DEM/MT) e Gilberto Goellner (DEM/MT), os tucanos João Tenório (PSDB/AL), Mário Couto (PSDB/PA) e Papaléo Paes (PSDB/AP), o pedetista Acir Gurgacz (PDT/RO), e os republicanos Magno Malta (PR/ES) e Roberto Cavalcante (PRB/PB).
A PEC do diploma foi aprovada na CCJ do Senado no dia 3 de dezembro de 2009, por 22 votos a dois. Apenas os senadores Antônio Carlos Magalhães Júnior (DEM/BA) e Demóstenes Torres (DEM/GO) votaram contra. Para ser aprovada em Plenário, a PEC precisa de 49 votos. Clique aqui e confira como votam os senadores.
BANCADAS E SEUS LÍDERES
PMDB – 1ª bancada/18 votos – Líder Renan Calheiros
Votos em dúvida (02) - Almeida Lima (PMDB/SE) e Regis Fichtner (PMDB/RJ)
DEM – 2ª bancada/15 votos – Líder José Agripino
Votos em dúvida (06) - Maria do Carmo Alves (DEM/SE), Efraim Moraes (DEM/PB), Heráclito Fortes (DEM/PI), Alfredo Cotait (DEM/SP), Jayme Campos (DEM/MT) e Gilberto Goellner (DEM/MT).
PSDB – 3ª bancada/14 votos – Líder Arthur Virgílio
Votos em dúvida (03) - João Tenório (PSDB/AL), Mário Couto (PSDB/PA) e Papaléo Paes (PSDB/AP)
PT – 4ª bancada/09 votos – Líder Aloísio Mercadante
Votos em dúvida (01) - Augusto Botelho (PT/RR)
PTB – 5ª bancada/06 votos – Líder Gim Argello
Nenhum voto em dúvida na bancada
PDT – 5ª bancada/06 votos – Líder Osmar Dias
Voto em dúvida (01) - Acir Gurgacz (PDT/RO)
PR – 6ª bancada/04 votos – Líder João Ribeiro
Voto em dúvida (01) - Magno Malta (PR/ES)
PSB – 7ª bancada/02 votos – Líder Antonio Carlos Valadares
Nenhum voto em dúvida na bancada
PRB – 7ª bancada/02 votos – Líder Marcelo Crivella
Voto em dúvida (01) - Roberto Cavalcante (PRB/PB)
PCdoB (Líder Inácio Arruda), PSOL (Líder José Nery), PV (Líder Marina Silva), PSC (Líder Mão Santa) e PP (Líder Francisco Dorneles) - bancadas individuais/05 votos
Voto em dúvida (01) – Marina Silva (PV/AC)
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Legislativo catarinense aprova exigência de diploma
Já esta notícia é excelente para nós, jornalandos e jornalistas catarinenses que pretendem seguir a carreira dentro de alguma assessoria de imprensa governamental. Resta saber apenas se o governador Pavan vai sancionar a nova lei. Temos de botar pressão pela sanção, assim teremos mais qualidade nas assessorias da administração pública estadual, coisa que nem sempre podemos usufruir. Segue, também tirado do site da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj):
A Assembleia Legislativa de Santa Catarina aprovou nesta quarta-feira (8) o Projeto de Lei nº 63/10, do deputado Kennedy Nunes (PP), que estabelece exigências para provimento de cargos de jornalista no âmbito da Administração Pública estadual direta e indireta. A matéria foi respalda pelo voto de 25 parlamentares.
“O provimento de cargos de jornalista, efetivos ou em comissão, na esfera da administração pública estadual, direta e indireta, em todos os poderes, deverá observar a exigência de apresentação de diploma de formação superior específica”, estabelece o texto aprovado. A matéria segue agora para sanção do governador.
Sérgio Murillo de Andrade, diretor de Relações Institucionais da FENAJ comemorou a decisão. “É mais um estado onde o Legislativo reconhece que a exigência do diploma qualifica a profissão”, disse. Murillo informou que já fez contato com o autor do projeto, que é jornalista, parabenizando-o pela iniciativa e colocando a FENAJ à disposição para buscar agendar uma audiência com o governador Leonel Pavan (PSDB).
“O provimento de cargos de jornalista, efetivos ou em comissão, na esfera da administração pública estadual, direta e indireta, em todos os poderes, deverá observar a exigência de apresentação de diploma de formação superior específica”, estabelece o texto aprovado. A matéria segue agora para sanção do governador.
Sérgio Murillo de Andrade, diretor de Relações Institucionais da FENAJ comemorou a decisão. “É mais um estado onde o Legislativo reconhece que a exigência do diploma qualifica a profissão”, disse. Murillo informou que já fez contato com o autor do projeto, que é jornalista, parabenizando-o pela iniciativa e colocando a FENAJ à disposição para buscar agendar uma audiência com o governador Leonel Pavan (PSDB).
PEC do diploma deverá ser votada terça-feira
Boas notícias, galera! Parece que o diploma de jornalismo pode voltar a ser exigido ainda este ano. Segue matéria da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) abaixo:
Incluída na pauta do plenário do Senado desta quarta-feira (08/12), a Proposta de Emenda Constitucional 33/09, a PEC do Diploma, não foi a voto. Isso deverá ocorrer na próxima terça-feira (14). Dirigentes da FENAJ e do Grupo de Trabalho da Coordenação da Campanha em Defesa do Diploma convocam a categoria e suas entidades à mobilização pela aprovação da matéria.
Dirigentes da FENAJ marcaram presença no Senado nesta quarta-feira, buscando a ampliação do apoio dos senadores à PEC do Diploma. Na sessão havia quorum nominal, pois um grande número de parlamentares estava na Casa. “Mas a presença no plenário não era tão grande, por isso, em comum acordo com o autor e o relator da PEC, achamos mais prudente não submetê-la a votação”, explica o presidente da FENAJ, Celso Schröder. Além disso, grande parte da sessão foi dedicada ao pronunciamento de despedida do senador Tasso Jereissati (PSDB/CE), em final de mandato.
Os membros da Executiva da FENAJ mostraram-se otimistas após fazerem um balanço, juntamente com o senador Antônio Carlos Valadares (PSB/SE) e Inácio Arruda (PCdoB/CE), respectivamente autor e relator da PEC 33/09. “Há indicativos de que já contamos com o apoio de mais de 60 senadores”, comemorou Celso Schröder. “Mas isso deve ser confirmado e ampliado com a intensificação dos contatos dos Sindicatos dos Jornalistas com os Senadores de suas regiões e isso é tarefa urgente”, observou.
A urgência deve-se à avaliação de que a sessão no plenário do Senado na próxima terça-feira terá alto quorum, tendo em vista que serão votadas matérias como a indicação do atual diretor de Normas do Banco Central, Alexandre Tombini, para a presidência da instituição e a proposta de novo Código de Processo Civil (CPC). “Por isso até lá nossa palavra de ordem é mobilizar e trabalhar muito”, expressa Schröder, ressaltando o objetivo de intensificar o contato com os senadores apoiadores da PEC do Diploma e com os indecisos para garantir suas presenças no plenário do Senado no dia 14.
Dirigentes da FENAJ marcaram presença no Senado nesta quarta-feira, buscando a ampliação do apoio dos senadores à PEC do Diploma. Na sessão havia quorum nominal, pois um grande número de parlamentares estava na Casa. “Mas a presença no plenário não era tão grande, por isso, em comum acordo com o autor e o relator da PEC, achamos mais prudente não submetê-la a votação”, explica o presidente da FENAJ, Celso Schröder. Além disso, grande parte da sessão foi dedicada ao pronunciamento de despedida do senador Tasso Jereissati (PSDB/CE), em final de mandato.
Os membros da Executiva da FENAJ mostraram-se otimistas após fazerem um balanço, juntamente com o senador Antônio Carlos Valadares (PSB/SE) e Inácio Arruda (PCdoB/CE), respectivamente autor e relator da PEC 33/09. “Há indicativos de que já contamos com o apoio de mais de 60 senadores”, comemorou Celso Schröder. “Mas isso deve ser confirmado e ampliado com a intensificação dos contatos dos Sindicatos dos Jornalistas com os Senadores de suas regiões e isso é tarefa urgente”, observou.
A urgência deve-se à avaliação de que a sessão no plenário do Senado na próxima terça-feira terá alto quorum, tendo em vista que serão votadas matérias como a indicação do atual diretor de Normas do Banco Central, Alexandre Tombini, para a presidência da instituição e a proposta de novo Código de Processo Civil (CPC). “Por isso até lá nossa palavra de ordem é mobilizar e trabalhar muito”, expressa Schröder, ressaltando o objetivo de intensificar o contato com os senadores apoiadores da PEC do Diploma e com os indecisos para garantir suas presenças no plenário do Senado no dia 14.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Televisão: uma hidra
Não houve apenas uma pessoa, mas várias cabeças pensantes e invenções de cada uma delas que levaram a nascer aquela tela quadrada ou retangular que temos em nossas casas hoje em dia. Tela esta que só chegou ao Brasil em 1950 graças a Francisco de Assis Chateubriand Bandeira de Melo.
Diferente do xará que leva o termo de “santo”, o Francisco de Assis da televisão não falava com os animais a não ser aqueles a quem chamamos de políticos. Dono de meio país da comunicação, com rádios e jornais, foi o primeiro a colocar no país o meio de comunicação mais popular dos dias atuais: a TV. Isso foi em 1950 e, de lá para cá, muita coisa mudou. O cubo enorme que obrigava uma estante a ficar mais afastada da parede foi diminuindo até poder ficar presa a essa mesma parede, sem a necessidade da estante.
Com tantas evoluções tecnológicas, a concessão de sinais para transmissão das TVs não acompanhou tal evolução. Vive rodeada de interesses políticos e, quanto maior a influencia junto ao governo, maior a facilidade para abrir o canal, vide a liberação sem tantas exigências para a criação da Rede Globo. Tudo para fazer da empresa de Roberto Marinho, uma grande concorrente para a de Chateubriand. O motivo seria uma inimizade nutrida pelo então Ministro da Comunicação com Chateu, se assim pudermos apelidar o empresário responsável pela introdução da TV no país.
Hoje a televisão funciona quase como uma hidra. Quando se corta uma cabeça (canal) nasce outra, quando não se criam duas no lugar. Basta apenas ter as amizades certas e a quantidade de dinheiro exata para isso. Diferente do monstro mitológico grego, o monstro real brasileiro não traz apenas destruição. Como quando iniciou as transmissões ao vivo, com o lançamento da Apolo IX, em março de 1969, hoje se pode ver quase tudo que acontece no mundo no mesmo instante, um feito histórico e, sem dúvida, útil para manter a população bem informada. Basta para isso ser um assunto de relevância para jornalistas e, muito acima deles, os proprietários das emissoras. Resta saber qual será o Hércules a nos livrar das cabeças ruins desta hidra tupiniquim.
Diferente do xará que leva o termo de “santo”, o Francisco de Assis da televisão não falava com os animais a não ser aqueles a quem chamamos de políticos. Dono de meio país da comunicação, com rádios e jornais, foi o primeiro a colocar no país o meio de comunicação mais popular dos dias atuais: a TV. Isso foi em 1950 e, de lá para cá, muita coisa mudou. O cubo enorme que obrigava uma estante a ficar mais afastada da parede foi diminuindo até poder ficar presa a essa mesma parede, sem a necessidade da estante.
Com tantas evoluções tecnológicas, a concessão de sinais para transmissão das TVs não acompanhou tal evolução. Vive rodeada de interesses políticos e, quanto maior a influencia junto ao governo, maior a facilidade para abrir o canal, vide a liberação sem tantas exigências para a criação da Rede Globo. Tudo para fazer da empresa de Roberto Marinho, uma grande concorrente para a de Chateubriand. O motivo seria uma inimizade nutrida pelo então Ministro da Comunicação com Chateu, se assim pudermos apelidar o empresário responsável pela introdução da TV no país.
Hoje a televisão funciona quase como uma hidra. Quando se corta uma cabeça (canal) nasce outra, quando não se criam duas no lugar. Basta apenas ter as amizades certas e a quantidade de dinheiro exata para isso. Diferente do monstro mitológico grego, o monstro real brasileiro não traz apenas destruição. Como quando iniciou as transmissões ao vivo, com o lançamento da Apolo IX, em março de 1969, hoje se pode ver quase tudo que acontece no mundo no mesmo instante, um feito histórico e, sem dúvida, útil para manter a população bem informada. Basta para isso ser um assunto de relevância para jornalistas e, muito acima deles, os proprietários das emissoras. Resta saber qual será o Hércules a nos livrar das cabeças ruins desta hidra tupiniquim.
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segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Momento Cyrano
Sei que não devo dizer tais palavras
De forma direta e sem preparo, pois podem acabar por ferir a ambos
Mas preciso do seu olhar, seus lábios, sua atenção e seu carinho
Nada é tão forte dentro de mim
Preciso de alguém para amar intensamente
Dirigir os meus sentimentos sem barreiras
Não posso fazer isso a quem já fiz antes e me apunhalou
Prefiro fazê-lo a quem merece: você.
Um vazio toma conta de mim e ao mesmo tempo me preenche
Destinar todos meus sentimentos a alguém distante e impossível de amar
Um alguém distante física e psiquicamente
Não há proximidade de forma alguma
Já houve sim, confesso, mas não mais
Agora tudo que posso fazer é pedir permissão para remeter a ti meus amores
Meus sentimentos
Meus pensamentos de carícias e desejos de afago
Tudo para não destiná-los a quem não merece
Mas mereço tal graça? Usar a ti para derramar anseios?
Se me permitires, apenas uma vez mais, pela eternidade
De forma direta e sem preparo, pois podem acabar por ferir a ambos
Mas preciso do seu olhar, seus lábios, sua atenção e seu carinho
Nada é tão forte dentro de mim
Preciso de alguém para amar intensamente
Dirigir os meus sentimentos sem barreiras
Não posso fazer isso a quem já fiz antes e me apunhalou
Prefiro fazê-lo a quem merece: você.
Um vazio toma conta de mim e ao mesmo tempo me preenche
Destinar todos meus sentimentos a alguém distante e impossível de amar
Um alguém distante física e psiquicamente
Não há proximidade de forma alguma
Já houve sim, confesso, mas não mais
Agora tudo que posso fazer é pedir permissão para remeter a ti meus amores
Meus sentimentos
Meus pensamentos de carícias e desejos de afago
Tudo para não destiná-los a quem não merece
Mas mereço tal graça? Usar a ti para derramar anseios?
Se me permitires, apenas uma vez mais, pela eternidade
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Revelação e decepção
Hoje pela manhã acordei cedo, com o despertadormather abrindo a porta do meu quarto, como o faz de terça a sexta para eu retirar o Corsa e ela sair de Fusca. Quando volto e começo a tomar café em frente à TV qual não foi minha surpresa ao me deparar com um desenho que não via há muito, o qual me ajudou a ser o que sou hoje em dia. Cavaleiros do Zodíaco não passava na TV aberta há uns dois anos, se bem me lembro. Voltou nas manhãs da Band.
Junto do desenho comecei a perceber que algo havia mudado. A forma de encarar o anime (como é chamado o desenho animado japonês). Passava a luta entre Seiya de Pégasus e Shiryu de Dragão. Coisa infantil, eu sei. Mas numa das passagens mostrava a arrogância do Dragão sobre o Pégaso. No entanto, diante de tamanha arrogância, acabou derrotado.
Comecei a refletir sobre minha atualidade e vi que a arrogância também tomou conta de mim em certos momentos e determinados afazeres, por isso acabei sendo derrotado nalgumas oportunidades. Incrível como, às vezes, você precisa de algo do passado para abrir os olhos para o que está bem na sua frente. O jeito é continuar treinando para que o Cólera do Dragão supere o Meteoro de Pégaso e eu não seja derrotado nunca mais.
Junto do desenho comecei a perceber que algo havia mudado. A forma de encarar o anime (como é chamado o desenho animado japonês). Passava a luta entre Seiya de Pégasus e Shiryu de Dragão. Coisa infantil, eu sei. Mas numa das passagens mostrava a arrogância do Dragão sobre o Pégaso. No entanto, diante de tamanha arrogância, acabou derrotado.
Comecei a refletir sobre minha atualidade e vi que a arrogância também tomou conta de mim em certos momentos e determinados afazeres, por isso acabei sendo derrotado nalgumas oportunidades. Incrível como, às vezes, você precisa de algo do passado para abrir os olhos para o que está bem na sua frente. O jeito é continuar treinando para que o Cólera do Dragão supere o Meteoro de Pégaso e eu não seja derrotado nunca mais.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Um singelo batizado
Acima a mulher da minha vida, atualmente. Calma mulherada, não fiquem tristes, pois estou falando da pequena Cleo, no colo da Jaque. Somos padrinho e madrinha desse menina lindinha e zoiudinha.
Batizamos ela na casa dos papais frescos Fábio e Deisi. Momento que mereceu alguns clics. Fotos by Deisi, Bela e eu.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Sêo Madruga
Parei para assistir Chaves hoje. Comecei a analisar, do nada, o personagem do Sêo Madruga. Talvez a mais complexa personagem deste seriado de comédia pastelão. O vi gritar a filha Chiquinha e a proibia de brincar de uma determinada brincadeira. Como não tinha cachorro de verdade, fingia ser o Chaves o cão dela.
Quem olha à primeira vista percebe no Madruga, ou Ramón, no original, toda uma grosseria e mau humor. Mas de onde se originou isso tudo? Quem se lembra da história, sabe que ele perdeu a esposa quando Chiquinha nasceu. Talvez ela fosse o pilar central da casa dos Madruga. O equilíbrio entre a sanidade a loucura. O ponto forte da casa. Depois do nascimento da filha, Ramón trabalhou de tudo. Lutou boxe, virou vendedor ambulante, sapateiro, carpinteiro, pintor, cabeleireiro, entre outras cositas para as quais nunca levou jeito. Até vendedor de balões.
Na vila onde mora, sofre por não poder pagar o aluguel. Não tem dinheiro para tal. Quando tem, surgem outras coisas que o fazem gastar o dinheiro. Comprar comida ou uma roupa nova estão entre elas. Sempre deu um jeitinho, descontando do aluguel pago ao Senhor Barriga uma bola de boliche ou um pedaço de tecido made in Taubaté.
Em meio a tudo isso ainda leva as pancadas diárias de Dona Florinda. Quase sempre sem razão ou culpa. Mesmo quando tem culpa, às vezes o motivo não é plausível para surras tamanhas. Quando bateu de frente com homens também não se deu bem. Já apanhou do dono da vila e do Professor Jirafales. E diante de tudo isso, tantas injustiças, como alguém pode continuar de bom humor? Falar é fácil, mas enfrentar tudo isso sozinho, com uma filha para criar e com o medo diário de ser despejado e levar para a rua também essa filha, a razão de viver dele, é muito mais complicado que se imagina.
Ainda no mesmo episódio de hoje, ao final ele presenteia Chiquinha com um cachorro de pelúcia. Explica sobre eles não terem condições de alimentar e cuidar de um cão de verdade, por isso deu o Peludinho de pelúcia para ela. Chiquinha vai brincar e cantar e Ramón fica ali, feliz por sentir o dever de pai cumprido e ter levado alegria ao coração da filha.
Mesmo com todo o mau humor do mundo, no fundo ele é apenas mais uma vítima das circunstâncias. Ele não para e pensa nas consequências dos atos, muitas vezes. Mas já ofereceu dinheiro ao pobre Chaves para fazer pequenos trabalhos, como regar os pézinhos, mexer uma lata de cola, etc. Ou quando recebeu elogios até de Dona Florinda sobre a famosa frase "As pessoas boas devem amar seus inimigos" e aquela "A vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena". No fim das contas, todos temos um pouco de Sêo Madruga. Eu pelo menos tenho e já tive bem mais.
Até a próxima... Espero que não demore tanto tempo para postar de novo
Quem olha à primeira vista percebe no Madruga, ou Ramón, no original, toda uma grosseria e mau humor. Mas de onde se originou isso tudo? Quem se lembra da história, sabe que ele perdeu a esposa quando Chiquinha nasceu. Talvez ela fosse o pilar central da casa dos Madruga. O equilíbrio entre a sanidade a loucura. O ponto forte da casa. Depois do nascimento da filha, Ramón trabalhou de tudo. Lutou boxe, virou vendedor ambulante, sapateiro, carpinteiro, pintor, cabeleireiro, entre outras cositas para as quais nunca levou jeito. Até vendedor de balões.
Na vila onde mora, sofre por não poder pagar o aluguel. Não tem dinheiro para tal. Quando tem, surgem outras coisas que o fazem gastar o dinheiro. Comprar comida ou uma roupa nova estão entre elas. Sempre deu um jeitinho, descontando do aluguel pago ao Senhor Barriga uma bola de boliche ou um pedaço de tecido made in Taubaté.
Em meio a tudo isso ainda leva as pancadas diárias de Dona Florinda. Quase sempre sem razão ou culpa. Mesmo quando tem culpa, às vezes o motivo não é plausível para surras tamanhas. Quando bateu de frente com homens também não se deu bem. Já apanhou do dono da vila e do Professor Jirafales. E diante de tudo isso, tantas injustiças, como alguém pode continuar de bom humor? Falar é fácil, mas enfrentar tudo isso sozinho, com uma filha para criar e com o medo diário de ser despejado e levar para a rua também essa filha, a razão de viver dele, é muito mais complicado que se imagina.
Ainda no mesmo episódio de hoje, ao final ele presenteia Chiquinha com um cachorro de pelúcia. Explica sobre eles não terem condições de alimentar e cuidar de um cão de verdade, por isso deu o Peludinho de pelúcia para ela. Chiquinha vai brincar e cantar e Ramón fica ali, feliz por sentir o dever de pai cumprido e ter levado alegria ao coração da filha.
Mesmo com todo o mau humor do mundo, no fundo ele é apenas mais uma vítima das circunstâncias. Ele não para e pensa nas consequências dos atos, muitas vezes. Mas já ofereceu dinheiro ao pobre Chaves para fazer pequenos trabalhos, como regar os pézinhos, mexer uma lata de cola, etc. Ou quando recebeu elogios até de Dona Florinda sobre a famosa frase "As pessoas boas devem amar seus inimigos" e aquela "A vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena". No fim das contas, todos temos um pouco de Sêo Madruga. Eu pelo menos tenho e já tive bem mais.
Até a próxima... Espero que não demore tanto tempo para postar de novo
sábado, 10 de abril de 2010
Tempo de melancolia
O dia começa bem. Tudo vai bem. Até ver o que não se quer. Ou alguém indesejado. Descobrir coisas ruins. Ver alguém querido embriagado. Não encontrar nada aberto para comprar algo útil e necessário. Vir aqui e escrever qualquer baboseira apenas para deixar meus amigos leitores sem noção do que acontece. Se descobrir um dia sozinho e saber que continuará assim até o fim. Melancolia. Hecatombe. Vazio. Nada.
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