quarta-feira, 11 de abril de 2012

Caderno central

Não confio em que é perfeitinho demais, ou assim o diz, ou mesmo que não diga, parece se mostrar assim. Podem me chamar do que quiser: sou teimoso, chato pra caramba, grosso e até estúpido. Cínico e irônico também, mas tento ser o mais justo possível. Talvez o meu problema seja que tento agradar a todo mundo, ou melhor, já fiz muito isso. Hoje se não gosta de mim eu pouco ligo. Mentira, ligo sim.
Ao menos hoje eu consegui fazer no jornal algo que até então não tinha conseguido, fechei o caderno central na quarta-feira. Amanhã tenho o caderno externo para encerrar e espero fazer tudo até as seis da tarde. O caderno interno até é fácil. Tem três páginas mortas. Uma delas de classificados, outra de fotos e uma terceira com variedades (filmes, horóscopo, jogos, essas coisas). Aliás, acabei de lembrar que ainda não fechei o caderno central. Tem a coluna política por fazer. Acho que vou fazer agora e adiantar o trabalho de amanhã. Falou galera.

domingo, 8 de abril de 2012

The Sims real

Como seria bom viver de forma como o jogo The Sims. Com níveis de humor, diversão, dormir, comer, essas coisas. Claro que sabemos quando estamos com fome e sono, essas coisas. Mas muitas vezes estamos desanimados e sequer sabemos o que fazer para nos reanimar. Na vida virtual ao menos o boneco avisa e se contenta com televisão ou jogos no computador. Na vida real é mais complicado. Estudar não é assim tão fácil, se aperfeiçoar ou aprender novas profissões, mudar de emprego, etc.

Talvez possamos aprender um pouco com The Sims, ao menos não podemos deixar a casa virar um lixão rsrsrs. Hoje era para ensaiar com uma amiga, com quem vou me apresentar num festival. Não rolou, o jeito foi vir para casa, atualizar este diário, que pretendo voltar a manter atualizado. Preparar umas duas matérias para o jornal de terça-feira, e, quem sabe, assistir um pouco e ler um livro antes de ir dormir.

sábado, 7 de abril de 2012

Oh dúvidas

Como é de costume desde que iniciei meu treinamento como ator, minha existência se preencheu com dúvidas. Escolher entre o mundo da arte e o jornalismo tem sido algo difícil para mim. Agora faço curso de clown, em Blumenau, e volta e meia pinta uma vontade doida de partir para projetos artísticos. Colocá-los em prática, não apenas no teatro, como também dentro da fotografia, outra paixão minha.

No jornal, cada dia tem sido mais puxado. Cobrança por qualidade sempre tem, mas agora também por causa do horário de entrega do material para não atrasar a gráfica. Tenho de me policiar a esse respeito. Hoje tenho um lual para participar. Pessoas muito especiais estarão lá. A preguiça e a solidão que me são peculiares, juntas parecem se prender a meus pés para me impedir de levantar da cama esta noite. Mas, como é sempre bom ver os amigos, não tenho que arrumar desculpas, mesmo porque não tenho nenhuma. O jeito é ir me arrumar e partir pra lá.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Turnê Baú de Histórias passará por Canoinhas

Canoinhas


A programação cultural do Sesc Ler Canoinhas traz à cidade o espetáculo. Finfo Barnabé é um menino criativo e inteligente que nasceu no tempo da pedra lascada. Ele e sua família moravam numa caverna, fria, escura e úmida. Então seus pais começaram a inventar um monte de coisas para ter mais conforto e facilitar a vida e a família. Barnabé era muito feliz... Mas nem tanto. Sua história é o tema do espetáculo criado a partir de bonecos de pano pelo grupo Caravana do Sonhar, de São Bento do Sul. O espetáculo circula por doze cidades de Santa Catarina em março, com sessões gratuitas para todas as idades e será apresentada no Sesc Ler na terça-feira, 27, às 10 e às 15 horas.

Caravana do Sonhar é um dos grupos selecionados para integrar os circuitos culturais do Serviço Social do Comércio de Santa Catarina (Sesc) neste ano. A turnê faz parte do projeto Baú de Histórias, que promove o incentivo à leitura a crianças e adultos por meio de espetáculos de contação de histórias. Todas as sessões são gratuitas, e ocorrem em escolas, auditórios e nas próprias Unidades do Sesc.

Durante essa semana, o Sesc apresentou exibições de filmes em escolas municipais, por meio do projeto A Escola vai ao Cinema, voltado à formação de plateia por meio da exibição de obras relevantes do cinema nacional, com o apoio de material didático. O cinema vira instrumento pedagógico na formação do adolescente, desenvolvendo o seu senso crítico e estético, além do interesse pela pesquisa. Oficinas de produção de filmes em animação também fazem parte do projeto, que contribui para a melhoria da qualidade na formação dos cidadãos. Na terça-feira, 20, A Escola vai ao Cinema irá apresentar a partir das14 horas, o filme As Bicicletas de Belleville. As sessões ocorrem nas escolas que solicitam. Maiores informações no Sesc Ler ou pelo telefone 3622-3297.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Vereadores de Ponta Grossa derrubam veto e diploma de jornalista será exigido no município

Na última segunda-feira (12/3), a Câmara dos Vereadores de Ponta Grossa, no Paraná, derrubou o veto do Executivo ao projeto de lei que trata da obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para o preenchimento de vagas na área na Prefeitura e na Câmara do município proposto pela vereadora Alina de Almeida César (PMDB-PR).

A vereadora Alina de Almeida César, autora do projeto de lei, diz ter ficado frustrada com o veto. No entanto, o Executivo se justificou argumentando que uma decisão do Superior Tribunal Federal (STF) desobriga o diploma de jornalista para o exercício da profissão. 

Ainda segundo a Alina, os estados e municípios deveriam ter autonomia para legislar sobre o assunto, informa o Jornal da Manhã. “Não é justo com os profissionais de jornalismo obter o diploma depois de anos de estudo e depois ver que esse diploma não é respeitado”, declarou a vereadora. 

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

A pior traição é aquela praticada pelos amigos mais próximos

Não sei se algum filósofo ou pensador já tenha dito isso, mas é a mais pura realidade. Descobrir uma traição de amigos muito próximos, os quais você considerava quase como irmãos é algo avassalador. Mesmo que a traição não tenha sentido para quem traiu ou para quem ouviu as lamúrias do “traído”, o impacto que gera nessa pessoa não tem explicação. Perder o chão? É muito mais que isso. Abre um buraco negro no traído, sem precedentes, que vai sugando todos os bons sentimentos que ele nutre por aquelas pessoas.

Quando um homem ama uma mulher demais, ou o contrário, e sofre uma traição, muitas vezes ele ou ela desconfia de todos os futuros parceiros. Fica complicado tentar uma nova relação por causa desse medo de confiar de novo. Quando encontra alguém, logo tenta traí-lo para, se a sina se repetir, sair por cima ao terminar o relacionamento. No caso dos amigos, essa quebra de confiança faz com que a pessoa se perca, pois se não pode confiar em amigos tão chegados, como pode confiar em qualquer outra pessoa? Amigos verdadeiros são aqueles que sabem tudo a seu respeito. Sabem quando você gosta realmente de alguém. Conhecem como você é por dentro tanto quanto seus pais, muitas vezes. Às vezes até mais.

Quando era mais jovem eu era apaixonado pela menina com quem dei meu primeiro beijo. Ela terminou e fiquei sabendo que estava afim de um amigo que tinha como irmão na época. Quem me contou foi o próprio. Ele disse que até ficaria com ela, mas ao me ver arrasado com o término do namoro me prometeu jamais ter nada com ela. Um dia, mais tarde, voltei a ficar com ela, anos depois. Voltei àquela questão e ela confirmou que os dois jamais se beijaram ao menos. Amizade verdadeira é isso. Cumprir a palavra dada não importando o quão tentador ou difícil seja cumpri-la. Mas se mesmo sabendo da minha enorme paixão pela garota, ele tivesse ficado com ela depois de ter prometido não ficar? A confiança e a amizade ficariam abaladas para sempre e talvez jamais seriam as mesmas de novo. Como agora…

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Dislexia

Depois de 10 anos fazendo jornalismo, ou o que creio seja jornalismo, me pego tentando ser um artista. Adoro as artes, mas hoje parei para pensar e percebi que não sou um artista. Posso ser bom para fazer fotos e escrever, mas são coisas do cotidiano de uma redação e não da arte. Conheço vários artistas e os admiro muito. Queria ser como eles. Alguns até me convencem de que sou um artista, um ator para ser mais específico. Mas seria mesmo eu digno de me chamar artista?

Não tenho o dom da palavra, não sei separar arte do que não é arte, como vejo meus amigos artistas fazendo. Para mim tudo o que eles dizem sobre ser ou não ser arte me soa estranho. Admirável, mas estranho. Para mim a arte independe da poética. Às vezes a poética está mais presente nos olhos de quem vê do que nos olhos de quem a produz. No palco sou um ator, mas não como os artistas que conheço. Não sou um ator que representa bem o seu papel no palco, sinto-me como alguém que finge bem ser um ator que representa o seu papel no palco. Quando me digo artista, nada mais faço do que vestir essa máscara para fingir ser o que digo.

Talvez nem jornalista eu seja. O que explicaria porque tenho um gosto tão diferente de meus pares. Destoo deles quando o assunto é jornalista A ou B. Opiniões classificadas de “mente aberta” não me atraem, muitas vezes. Não leio os mesmos livros, não produzo os mesmos textos, sequer as mesmas reportagens me seduzem. Não tenho criatividade ou coragem para buscar determinadas informações sobre assuntos, muitos deles polêmicos.

Sou mais um metido, que gosta de falar mal dos outros e de si mesmo. Uma pessoa grosseira, com quem é difícil conviver sem levar uma patada ou outra. Já tive alguém especial que me alertou sobre isso antes de ir embora. Eu não a ouvi. Tampouco sou um líder a quem as pessoas podem, ou mesmo queiram seguir e se espelhar. Engraçado como, mesmo cercado de pessoas queridas, eu continue a me sentir sozinho. Mesmo agora, pouco antes do fim, meus maiores companheiros são um computador e… nada. O vazio simplesmente.

De que adianta continuar? Iniciei essa peregrinação com o motivo de ajudar os amigos. Talvez tenha sido a única tarefa cumprida com êxito. Ajudar os amigos. Quando precisam de mim, seja para o que for, podem contar comigo. Mas eu não consigo contar com eles. Não que eles não mereçam confiança. Ao contrário, merecem toda confiança do mundo, mas o problema é comigo. Desde aquele fatídico 2009, não consegui mais me fiar a ninguém, mesmo a quem considero irmãos. Também não desejo incomodá-los com coisas ínfimas perto dos problemas deles. São questões tolas e sem importância alguma, exceto para mim. E se têm importância apenas para mim, os outros não precisam cansar os tímpanos com elas.

O que sei apenas é fantasiar e ser um covarde. Alguém que tem um medo irracional da rejeição. Sinto-me mal até quando discordo dos meus amigos mais chegados em questões pequenas. Por isso também sou sozinho quando o assunto é sentimental amoroso. Não há coisa mais bela do que se apaixonar e achar a pessoa certa, vejo isso nos amigos. Mas ao mesmo tempo que os vejo se casarem, terem filhos, se amarem, viverem… percebo a solidão cada vez mais presente. Eu cansei. Não tenho mais forças para lutar. Mas me falta coragem para encerrar. Resta apenas trancar tudo novamente na caixa de pedra vazia que levo comigo e voltar ao corpo zumbi que apodrece com o passar do tempo.