sexta-feira, 16 de março de 2012

Turnê Baú de Histórias passará por Canoinhas

Canoinhas


A programação cultural do Sesc Ler Canoinhas traz à cidade o espetáculo. Finfo Barnabé é um menino criativo e inteligente que nasceu no tempo da pedra lascada. Ele e sua família moravam numa caverna, fria, escura e úmida. Então seus pais começaram a inventar um monte de coisas para ter mais conforto e facilitar a vida e a família. Barnabé era muito feliz... Mas nem tanto. Sua história é o tema do espetáculo criado a partir de bonecos de pano pelo grupo Caravana do Sonhar, de São Bento do Sul. O espetáculo circula por doze cidades de Santa Catarina em março, com sessões gratuitas para todas as idades e será apresentada no Sesc Ler na terça-feira, 27, às 10 e às 15 horas.

Caravana do Sonhar é um dos grupos selecionados para integrar os circuitos culturais do Serviço Social do Comércio de Santa Catarina (Sesc) neste ano. A turnê faz parte do projeto Baú de Histórias, que promove o incentivo à leitura a crianças e adultos por meio de espetáculos de contação de histórias. Todas as sessões são gratuitas, e ocorrem em escolas, auditórios e nas próprias Unidades do Sesc.

Durante essa semana, o Sesc apresentou exibições de filmes em escolas municipais, por meio do projeto A Escola vai ao Cinema, voltado à formação de plateia por meio da exibição de obras relevantes do cinema nacional, com o apoio de material didático. O cinema vira instrumento pedagógico na formação do adolescente, desenvolvendo o seu senso crítico e estético, além do interesse pela pesquisa. Oficinas de produção de filmes em animação também fazem parte do projeto, que contribui para a melhoria da qualidade na formação dos cidadãos. Na terça-feira, 20, A Escola vai ao Cinema irá apresentar a partir das14 horas, o filme As Bicicletas de Belleville. As sessões ocorrem nas escolas que solicitam. Maiores informações no Sesc Ler ou pelo telefone 3622-3297.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Vereadores de Ponta Grossa derrubam veto e diploma de jornalista será exigido no município

Na última segunda-feira (12/3), a Câmara dos Vereadores de Ponta Grossa, no Paraná, derrubou o veto do Executivo ao projeto de lei que trata da obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para o preenchimento de vagas na área na Prefeitura e na Câmara do município proposto pela vereadora Alina de Almeida César (PMDB-PR).

A vereadora Alina de Almeida César, autora do projeto de lei, diz ter ficado frustrada com o veto. No entanto, o Executivo se justificou argumentando que uma decisão do Superior Tribunal Federal (STF) desobriga o diploma de jornalista para o exercício da profissão. 

Ainda segundo a Alina, os estados e municípios deveriam ter autonomia para legislar sobre o assunto, informa o Jornal da Manhã. “Não é justo com os profissionais de jornalismo obter o diploma depois de anos de estudo e depois ver que esse diploma não é respeitado”, declarou a vereadora. 

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

A pior traição é aquela praticada pelos amigos mais próximos

Não sei se algum filósofo ou pensador já tenha dito isso, mas é a mais pura realidade. Descobrir uma traição de amigos muito próximos, os quais você considerava quase como irmãos é algo avassalador. Mesmo que a traição não tenha sentido para quem traiu ou para quem ouviu as lamúrias do “traído”, o impacto que gera nessa pessoa não tem explicação. Perder o chão? É muito mais que isso. Abre um buraco negro no traído, sem precedentes, que vai sugando todos os bons sentimentos que ele nutre por aquelas pessoas.

Quando um homem ama uma mulher demais, ou o contrário, e sofre uma traição, muitas vezes ele ou ela desconfia de todos os futuros parceiros. Fica complicado tentar uma nova relação por causa desse medo de confiar de novo. Quando encontra alguém, logo tenta traí-lo para, se a sina se repetir, sair por cima ao terminar o relacionamento. No caso dos amigos, essa quebra de confiança faz com que a pessoa se perca, pois se não pode confiar em amigos tão chegados, como pode confiar em qualquer outra pessoa? Amigos verdadeiros são aqueles que sabem tudo a seu respeito. Sabem quando você gosta realmente de alguém. Conhecem como você é por dentro tanto quanto seus pais, muitas vezes. Às vezes até mais.

Quando era mais jovem eu era apaixonado pela menina com quem dei meu primeiro beijo. Ela terminou e fiquei sabendo que estava afim de um amigo que tinha como irmão na época. Quem me contou foi o próprio. Ele disse que até ficaria com ela, mas ao me ver arrasado com o término do namoro me prometeu jamais ter nada com ela. Um dia, mais tarde, voltei a ficar com ela, anos depois. Voltei àquela questão e ela confirmou que os dois jamais se beijaram ao menos. Amizade verdadeira é isso. Cumprir a palavra dada não importando o quão tentador ou difícil seja cumpri-la. Mas se mesmo sabendo da minha enorme paixão pela garota, ele tivesse ficado com ela depois de ter prometido não ficar? A confiança e a amizade ficariam abaladas para sempre e talvez jamais seriam as mesmas de novo. Como agora…

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Dislexia

Depois de 10 anos fazendo jornalismo, ou o que creio seja jornalismo, me pego tentando ser um artista. Adoro as artes, mas hoje parei para pensar e percebi que não sou um artista. Posso ser bom para fazer fotos e escrever, mas são coisas do cotidiano de uma redação e não da arte. Conheço vários artistas e os admiro muito. Queria ser como eles. Alguns até me convencem de que sou um artista, um ator para ser mais específico. Mas seria mesmo eu digno de me chamar artista?

Não tenho o dom da palavra, não sei separar arte do que não é arte, como vejo meus amigos artistas fazendo. Para mim tudo o que eles dizem sobre ser ou não ser arte me soa estranho. Admirável, mas estranho. Para mim a arte independe da poética. Às vezes a poética está mais presente nos olhos de quem vê do que nos olhos de quem a produz. No palco sou um ator, mas não como os artistas que conheço. Não sou um ator que representa bem o seu papel no palco, sinto-me como alguém que finge bem ser um ator que representa o seu papel no palco. Quando me digo artista, nada mais faço do que vestir essa máscara para fingir ser o que digo.

Talvez nem jornalista eu seja. O que explicaria porque tenho um gosto tão diferente de meus pares. Destoo deles quando o assunto é jornalista A ou B. Opiniões classificadas de “mente aberta” não me atraem, muitas vezes. Não leio os mesmos livros, não produzo os mesmos textos, sequer as mesmas reportagens me seduzem. Não tenho criatividade ou coragem para buscar determinadas informações sobre assuntos, muitos deles polêmicos.

Sou mais um metido, que gosta de falar mal dos outros e de si mesmo. Uma pessoa grosseira, com quem é difícil conviver sem levar uma patada ou outra. Já tive alguém especial que me alertou sobre isso antes de ir embora. Eu não a ouvi. Tampouco sou um líder a quem as pessoas podem, ou mesmo queiram seguir e se espelhar. Engraçado como, mesmo cercado de pessoas queridas, eu continue a me sentir sozinho. Mesmo agora, pouco antes do fim, meus maiores companheiros são um computador e… nada. O vazio simplesmente.

De que adianta continuar? Iniciei essa peregrinação com o motivo de ajudar os amigos. Talvez tenha sido a única tarefa cumprida com êxito. Ajudar os amigos. Quando precisam de mim, seja para o que for, podem contar comigo. Mas eu não consigo contar com eles. Não que eles não mereçam confiança. Ao contrário, merecem toda confiança do mundo, mas o problema é comigo. Desde aquele fatídico 2009, não consegui mais me fiar a ninguém, mesmo a quem considero irmãos. Também não desejo incomodá-los com coisas ínfimas perto dos problemas deles. São questões tolas e sem importância alguma, exceto para mim. E se têm importância apenas para mim, os outros não precisam cansar os tímpanos com elas.

O que sei apenas é fantasiar e ser um covarde. Alguém que tem um medo irracional da rejeição. Sinto-me mal até quando discordo dos meus amigos mais chegados em questões pequenas. Por isso também sou sozinho quando o assunto é sentimental amoroso. Não há coisa mais bela do que se apaixonar e achar a pessoa certa, vejo isso nos amigos. Mas ao mesmo tempo que os vejo se casarem, terem filhos, se amarem, viverem… percebo a solidão cada vez mais presente. Eu cansei. Não tenho mais forças para lutar. Mas me falta coragem para encerrar. Resta apenas trancar tudo novamente na caixa de pedra vazia que levo comigo e voltar ao corpo zumbi que apodrece com o passar do tempo.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Pela derrubada do veto

Ontem conversei por telefone com o deputado estadual Sílvio Dreveck (PP). Como ele estava no trânsito, quem atendeu ao celular foi o assessor, mas repassou a pergunta ao deputado e sim, Dreveck está do lado dos jornalistas na empreitada pela exigência do diploma para ocupar cargos na área de comunicação na administração estadual direta e indireta. Se depender do deputado de São Bento do Sul, o veto do governador Raimundo Colombo vai para as cucuias já já. Segue abaixo reportagem da Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) sobre a análise do veto, a qual será feita amanhã (22) pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).

A Assembleia Legislativa de Santa Catarina deverá se posicionar nesta terça-feira, 22 de março, sobre o veto do governador Raimundo Colombo (DEM/SC) ao Projeto de Lei Complementar 63/2010, aprovado no ano passado, prevendo a exigência de diploma de jornalismo para a ocupação de cargos na área de comunicação na administração direta e indireta. Para reforçar a mobilização do Sindicato dos Jornalistas catarinenses, a FENAJ encaminhou documento aos parlamentares com decisões judiciais apontando que a exigência de tal requisito em concursos públicos não é inconstitucional.

No final do ano passado o PLC 63/2010, de autoria do deputado Kennedy Nunes (PP/SC), foi aprovado por unanimidade pelo Legislativo Catarinense. O governador, no entanto, vetou o projeto sob o argumento de inconstitucionalidade porque ele se conflita com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que, em 2009, derrubou a exigência do diploma em Jornalismo como requisito para o exercício da profissão.

Em seguida o Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina iniciou contatos com diversos parlamentares pela derrubada do veto, que já entrou duas vezes na pauta de votação da Assembleia Legislativa e foi retirado pelo líder da bancada governista, Elizeu Matos. Nos cômputos do Sindicato catarinense 29 parlamentares já se posicionaram favoráveis ao projeto. Para a derrubada do veto governamental é necessário o voto favorável da maioria absoluta, ou seja, 21 dos 40 parlamentares.

“Nossa expectativa é de que, a exemplo do que ocorreu no Rio Grande do Sul, os deputados catarinenses tenham bom senso e derrubem o veto governamental, valorizando o diploma como elemento fundamental na qualificação profissional dos jornalistas”, diz o presidente da FENAJ, Celso Schröder. A FENAJ, que já havia se colocado à disposição do autor do projeto para fortalecer a movimentação em torno de sua aprovação, encaminhou documento aos 40 parlamentares catarinenses em favor da derrubada do veto. O documento arrola decisões judiciais que confirmam que não existe qualquer inconstitucionalidade no poder dos órgãos públicos instituírem a qualificação que considerarem necessária para o provimento de cargos ou contratação de jornalistas.

Projeto semelhante tramita no Legislativo do TocantinsNo dia 3 de março a deputada estadual e jornalista Solange Dualibe (PT-TO) apresentou um Projeto de Lei que exige graduação em Jornalismo para o provimento de cargos de comunicação social da administração pública direta e indireta do estado do Tocantins.

A deputada encaminhou, também, um requerimento que estabelece piso salarial para os assessores de imprensa da Assembleia Legislativa tocantinense.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Faltam 16 senadores

Sobre o diploma de jornalismo
matéria retirada do site da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj)

Às vésperas da votação da PEC 33/09 no Senado, os jornalistas brasileiros ainda têm dúvidas sobre o voto de pelo menos 16 dos 81 senadores que se posicionarão, no plenário da Casa, sobre o restabelecimento do diploma de nível superior em Jornalismo como critério de acesso à profissão. A votação está prevista para esta terça-feira (14/12). A FENAJ orienta os apoiadores da campanha em defesa do diploma a fazerem contato com os parlamentares buscando a confirmação de suas presenças em plenário e também a conquista dos votos dos indecisos pela aprovação da proposta.

Representantes da FENAJ, de Sindicatos de Jornalistas e do GT da Coordenação da Campanha em Defesa do Diploma acompanharão os trabalhos no plenário do Senado nesta terça-feira. Já confirmaram presença os membros da Executiva da FENAJ Celso Schröder, Deborah Lima, Antônio Paulo da Silva e José Carlos Torves. Estarão presentes ainda os representantes dos Sindicatos dos Jornalistas de Alagoas, Município do Rio de Janeiro e da Paraíba, respectivamente Valdice Gomes da Silva, Sonia Regina Gomes e Rafael Freire, que também são diretores da Federação, além de Lidyane Ponciano, do Sindicato de Minas Gerais.

No campeonato da indecisão, a bancada do DEM mantém a liderança, com pelo menos seis senadores indecisos, seguida do PSDB, com três, e do PMDB, com dois. Já o PT, PDT, PRB, PR e PV estão empatados em quarto lugar, com um senador indeciso em cada partido.

Entre as bancadas com mais de um senador, nas do PTB e do PSB, legenda do autor da PEC, Antônio Carlos Valadares (PSB/SE), nenhum senador tem dúvida sobre como votar. Dos seis parlamentares do PTB, apenas Fernando Collor de Mello se posicionou contra. No PSB, o senador Renato Casagrande (PSB/ES), integrante da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), apoia a proposta do colega de partido desde que começou a tramitar, após a derrubada da obrigatoriedade do diploma pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em 17 de junho de 2009.

“Os jornalistas devem pressionar os senadores indecisos de seus estados e pedir aos favoráveis para que compareçam na terça-feira ao Senado e garantam o quorum de pelo menos 65 parlamentares presentes”, afirma o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Celso Schröder.

Entre os indecisos, estão à senadora Marina Silva (PV/AC), o petista Augusto Botelho (RR), os peemedebistas Almeida Lima (PMDB/SE) e Regis Fichtner (PMDB/RJ), os democratas Maria do Carmo Alves (DEM/SE), Efraim Moraes (DEM/PB), Heráclito Fortes (DEM/PI), Alfredo Cotait (DEM/SP), Jayme Campos (DEM/MT) e Gilberto Goellner (DEM/MT), os tucanos João Tenório (PSDB/AL), Mário Couto (PSDB/PA) e Papaléo Paes (PSDB/AP), o pedetista Acir Gurgacz (PDT/RO), e os republicanos Magno Malta (PR/ES) e Roberto Cavalcante (PRB/PB).

A PEC do diploma foi aprovada na CCJ do Senado no dia 3 de dezembro de 2009, por 22 votos a dois. Apenas os senadores Antônio Carlos Magalhães Júnior (DEM/BA) e Demóstenes Torres (DEM/GO) votaram contra. Para ser aprovada em Plenário, a PEC precisa de 49 votos. Clique
aqui e confira como votam os senadores.

BANCADAS E SEUS LÍDERES
PMDB – 1ª bancada/18 votos – Líder Renan Calheiros
Votos em dúvida (02) - Almeida Lima (PMDB/SE) e Regis Fichtner (PMDB/RJ)
DEM – 2ª bancada/15 votos – Líder José Agripino
Votos em dúvida (06) - Maria do Carmo Alves (DEM/SE), Efraim Moraes (DEM/PB), Heráclito Fortes (DEM/PI), Alfredo Cotait (DEM/SP), Jayme Campos (DEM/MT) e Gilberto Goellner (DEM/MT).
PSDB – 3ª bancada/14 votos – Líder Arthur Virgílio
Votos em dúvida (03) - João Tenório (PSDB/AL), Mário Couto (PSDB/PA) e Papaléo Paes (PSDB/AP)
PT – 4ª bancada/09 votos – Líder Aloísio Mercadante
Votos em dúvida (01) - Augusto Botelho (PT/RR)
PTB – 5ª bancada/06 votos – Líder Gim Argello
Nenhum voto em dúvida na bancada
PDT – 5ª bancada/06 votos – Líder Osmar Dias
Voto em dúvida (01) - Acir Gurgacz (PDT/RO)
PR – 6ª bancada/04 votos – Líder João Ribeiro
Voto em dúvida (01) - Magno Malta (PR/ES)
PSB – 7ª bancada/02 votos – Líder Antonio Carlos Valadares
Nenhum voto em dúvida na bancada
PRB – 7ª bancada/02 votos – Líder Marcelo Crivella
Voto em dúvida (01) - Roberto Cavalcante (PRB/PB)
PCdoB (Líder Inácio Arruda), PSOL (Líder José Nery), PV (Líder Marina Silva), PSC (Líder Mão Santa) e PP (Líder Francisco Dorneles) - bancadas individuais/05 votos
Voto em dúvida (01) – Marina Silva (PV/AC)